
Em meio as várias doses que meu salário foi capaz de produzir eu me deparo no intervalo dos shows com uma banquinha vendendo cds de algumas bandas independentes e vejo o ep do Violet banda que já havia visto ao vivo numa apresentação morna mas com alguns pontos altos e que foi claramente prejudicada pelo som. Algumas pessoas não tem a noção do quanto um equipamento bom e e bem regulado é capaz de fazer numa banda e consciente disso resolvo dar uma segunda chance a banda e desenbolso 5 reais e adquiro o disquinho. Acordo da farra e coloco o cd pra rolar e sou surpreendido por uma batidinha simples e um chiado ao fundo que me lembra um velho vinil o que se encaixa perfeitamente com o clima intimista,envolvente e decadente que se segue quando o baixo puxa o vocal e a guitarra que vão tecendo a música num sútil confronto. A letra junto ao instrumental parecem ser a trilha de um fim de festa cinico e cheio de excessos. O solo doentio evolui na música como um torto caminho de volta pra casa onde o bêbado entre tombos consegue finalmente achar a porta de casa. "Língua nod dentes" abre o disco e é viciante, chega aos ouvidos como uma das frases da música "o carrasco não pede licença pra me torturar" e faz isso com a libido em alta, chegando a um desfecho impiedoso com guitarra e bateria agonizando juntas.
"Glitter" começa no contraste de guitarras suja e vocal suave e cai numa melancolia desolada e baixo e bateria voltam mais intensos quando as guitarras retornam a sujeira inicial. Já podemos destacar a criatividade dos guitarristas Daniel
e Leo em aditivar o clima claustrofobico das músicas enquanto Antônio faz suas linhas de baixo densas mostrando um dinâmismo que interage bem com a banda. "Obssession" é a mais rock e tem a bateria segura de Bozoh coesa assim como nas outras faixas e tendo seu destaque como baterista sem apelar pra firulas, direto e eficiente. "Jazz me blues" é outra melancolica e vai crescendo e mais uma vez escancara a tristeza insinuante dos vocais de Raquel e se encerra forte,visce
ral deixando quem escuta indefeso.
"Quintessencial" tem uma melodia que lembra muito do melhor produzido nos anos 80 e 90, a sonoridade guitar band em destaque nessa faixa encerra o disco angustiado e raivoso do Violet. O único problema foi terem usado efeitos no vocal em todas as músicas que não encaixou bem em algumas, mas não foi um detalhe que tenha prejudicado o resultado final e me leva concluir que cada centavo foi bem gasto e que nem uma garrafa de Jack Daniel's conseguiria trazer a mesma satisfação a não ser que rolasse a soma do whiskey e de um show da banda, que por sinal tive a oportunidade de assistir outras performances e como som tava bacana pude constatar que não é so em estudio que a banda se destaca.
Baixe o EP e julgue você mesmo: http://www.4shared.com/file/8SbMYbLx/Violet_-_Violet_EP.html
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